Vitória Coffee Summit 2026 reúne mercado global do café e reforça protagonismo capixaba

Última atualização: 02/06/2026 às 18:30

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Vitória Coffee Summit 2026 reúne mercado global do café e reforça protagonismo capixaba

Encontro que acontecerá no Cais das Artes em 20 e 21 de agosto foi anunciado pelo Centro do Comércio de Café de Vitória. Além de reunir especialistas globais, evento também comemora 80 anos da entidade

Por Edu Kopernick | Folha Vitória

Fabrício Tristão salientou que o Vitória Coffee Summit 2026 acontece como forma de celebrar os 80 anos do CCCV. Crédito: Edu Kopernick

Fabrício Tristão salientou que o Vitória Coffee Summit 2026 acontece como forma de celebrar os 80 anos do CCCV. Crédito: Edu Kopernick

O café movimenta bilhões de reais, sustenta milhares de propriedades rurais e conecta o interior do Espírito Santo aos principais mercados globais. Com produção estimada em 19 milhões de sacas para 2026, o Estado mantém a liderança nacional no café conilon e amplia espaço no mercado de cafés especiais. É nesse cenário de expansão que o Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) lançou o Vitória Coffee Summit 2026, que acontece nos dias 20 e 21 de agosto, no Cais das Artes, em Vitória.

O evento integra as comemorações dos 80 anos da entidade e reunirá exportadores, produtores, indústrias, pesquisadores e representantes do mercado nacional e internacional para discutir o futuro da cafeicultura. A programação inclui palestras técnicas, painéis de debate, rodadas de negócios e feira aberta ao público.

Antes da programação principal, o Summit terá um receptivo no dia 19 de agosto, com visita técnica pelo canal de acesso ao Porto de Vitória e ao Porto de Capuaba. Além de um coquetel para delegações internacionais no Palácio Anchieta. Nos dois dias centrais, o encontro prevê atividades técnicas para até 400 participantes e uma feira do setor cafeeiro no espaço externo do Cais das Artes. A expectativa é de receber até 3 mil visitantes. O evento terá curadoria de Marcus Magalhães.

Mercado global e novo ciclo do café capixaba

Durante o lançamento, o secretário executivo do CCCV, Sandro Rodrigues, afirmou que o momento favorece a realização do encontro, após um ciclo de forte valorização do café e expansão da capacidade exportadora capixaba. Segundo ele, o Espírito Santo embarcou recorde de 8,4 milhões de sacas em 2024 e alcançou receita de US$ 1,8 bilhão apenas com exportações de café.

Estamos em um ano propício para ter em Vitória os importadores e players olhando para essa origem, que tem volume de produção significativo muito próximo do porto.Sandro Rodrigues, secretário executivo do CCCV

Além disso, ele destacou os investimentos realizados pelo setor para ampliar armazenagem e estrutura logística. “Os exportadores associados ao Centro do Comércio de Café fizeram grandes investimentos, ampliaram estrutura e construíram novos armazéns para dar conta dessa produção”.

O presidente do CCCV, Fabrício Tristão, afirmou que o Summit nasce como um espaço de debate estratégico sobre os desafios globais da cadeia cafeeira. Segundo ele, o evento pretende consolidar o Espírito Santo como referência não apenas em produção, mas também em inteligência de mercado e cooperação internacional.

Não estamos apenas lançando mais um evento. Estamos reafirmando uma visão de que o Espírito Santo deve ocupar um papel cada vez mais relevante nas discussões que definirão o futuro do café mundial.Fabrício Tristão, presidente do CCCV

Em seguida, reforçou a dimensão internacional do encontro: “Receberemos lideranças, especialistas, pesquisadores e representantes de importantes países produtores e consumidores”.

Cais das Artes

O curador do Vitória Coffee Summit 2026, Marcus Magalhães, defendeu a escolha do Cais das Artes como espaço simbólico para sediar o encontro. Segundo ele, o equipamento traduz a proposta do evento de conectar tradição, conhecimento e futuro.

“O Cais das Artes conversa com café, conversa com Vitória e conversa com tudo”, afirmou. Além disso, projetou o protagonismo da capital durante o encontro. “Em agosto, Vitória vai roubar um pouco o título de capital do Espírito Santo para ser a capital do café do Brasil”, declarou.

Cultura cafeeira

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou o peso social e econômico da cafeicultura capixaba. Do mesmo modo ele classificou o Summit como estratégico em um período de instabilidade global e mudanças no consumo. Segundo ele, o Espírito Santo possui uma dependência econômica do café superior à observada em outros estados produtores.

“A cafeicultura aqui no Espírito Santo é muito mais importante do que para qualquer outra região do Brasil”, afirmou. Em seguida, alertou sobre os impactos de eventuais crises no setor. “Uma crise na cafeicultura no Espírito Santo pode significar um caos social no interior do Estado”.

Dados

Dados apresentados no lançamento apontam que o Espírito Santo deve produzir 19 milhões de sacas de café em 2026, alta de 9% em relação ao ano anterior. O conilon deve alcançar 14,9 milhões de sacas, equivalente a cerca de 67% da produção nacional. Enquanto isso o arábica deve somar 4,2 milhões de sacas, avanço de 26,5%.

O setor também aposta em inovação, com projetos voltados à substituição da lenha por gás natural na secagem do café conilon. Nesse sentido, a iniciativa é desenvolvida pelo CCCV em parceria com a ES Gás, com foco em qualidade e competitividade internacional.

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