Exportações de café cresceram 3,6% em maio, para 3,1 milhões de sacas

Última atualização: 11/06/2026 às 18:23

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Exportações de café cresceram 3,6% em maio, para 3,1 milhões de sacas

Em receita, houve queda de 16% no mesmo intervalo, para US$ 1,05 bilhão, segundo o Cecafé

Por Cibelle Bouças — Belo Horizonte | Globo Rural

No acumulado de janeiro a maio, os embarques somaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4%

No acumulado de janeiro a maio, os embarques somaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% — Foto: Canva/Creative Commons

As exportações brasileiras de café somaram 3,089 milhões de sacas de 60 quilos em maio, volume 3,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Em receita, houve queda de 16% no mesmo intervalo, para US$ 1,05 bilhão, de acordo com relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

De acordo com Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, o desempenho ficou em linha com o esperado para o período, com transição da entressafra para a chegada da nova colheita.

“A leve alta em maio reflete a entrada de cafés colhidos já neste ano, principalmente os canéforas, que são nossos conilon e robusta, movimento que deveremos observar com os arábicas a partir dos próximos meses também”, afirmou Ferreira. A queda no acumulado do ano, segundo o executivo, deve-se à safra menor no ano passado.

No acumulado de janeiro a maio, os embarques somaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% em relação ao acumulado no mesmo período de 2025. Em valor, as exportações somaram US$ 5,552 bilhões, em queda de 14,6%.

Nos 11 primeiros meses do ano safra 2025/26, as exportações brasileiras de café somaram 35,373 milhões de sacas, o que representa uma queda de 17,7% em relação ao mesmo período da safra anterior. Em valor, houve queda de 0,7%, para US$ 13,612 bilhões.

Para os próximos meses, a expectativa do Cecafé é de aumento no volume exportado, com a expectativa de colheita de uma safra recorde. “O clima foi favorável na maior parte do cinturão cafeeiro e isso possibilitou uma safra com excelente qualidade, produtividade elevada e, consequentemente, bom volume. Em condições normais de temperatura e pressão, passaremos a observar crescimento dos embarques, principalmente no segundo semestre”, disse Ferreira.

O Cecafé informou que a guerra no Oriente Médio e a falta de infraestrutura dos portos brasileiros têm encarecido os fretes marítimos, gerando prejuízos aos exportadores e atrasado embargues.

Além disso, a decisão do governo americano de aplicar uma nova tarifa aos produtores brasileiros gera dúvidas e dificulta o fechamento de contratos de exportação para os Estados Unidos.

Entre os principais destinos, a Alemanha liderou no acumulado de janeiro a maio, com aquisição de 1,911 milhão de sacas, volume 10% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com compra de 1,711 milhão de sacas, com queda de 38,4% em relação ao período de janeiro a maio de 2025. Na sequência estão Itália, com 1,42 milhão de sacas, Bélgica, com 917.385 sacas, e Japão, com 734.591 sacas.

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