Ufes obtém registro de mais três cultivares de café conilon: Caxixe, Aimorés e Leve L80

Última atualização: 12/06/2026 às 17:47

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Ufes obtém registro de mais três cultivares de café conilon: Caxixe, Aimorés e Leve L80

Texto: Sueli de Freitas   
Edição: Thereza Marinho

Imagem de um pé de café

A Ufes obteve o registro de mais três cultivares de café conilon/robusta no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa): a Caxixe, a Aimorés e a Leve L80, todas da espécie Coffea canephora Pierre ex A. Froehner. As cultivares (plantas resultantes de cruzamentos ou melhoramentos genéticos feitos para selecionar e destacar características vantajosas para a agricultura) são frutos de pesquisas realizadas na Ufes com foco em baixo teor de cafeína para café conilon. Com esses novos deferimentos, a Universidade soma dez cultivares no Registro Nacional de Cultivares (RNC) do Mapa, sendo a única instituição de ensino a coordenar registro de cultivar de café no Brasil.

O coordenador das pesquisas e dos registros é o professor Fábio Luiz Partelli, do Programa de Pós-Graduação em Agricultura Tropical e em Genética e Melhoramento da Ufes, que funciona no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), campus de São Mateus. Segundo ele, cada uma dessas cultivares apresenta uma característica promissora. “A Caxixe é tolerante ao frio, algo inédito para a altitude no Espírito Santo; a Aimorés é a primeira cultivar de conilon específica para o estado de Minas Gerais; e a Leve L80 é a primeira registrada com baixo teor de cafeína. Portanto, essas cultivares significam diversas contribuições para a sociedade”, detalha.

Caxixe é a caçula da Ufes no Mapa. O registro é datado desta segunda-feira, dia 8 de junho. O professor Partelli explica que cinco genótipos foram adaptados para baixa temperatura, num experimento realizado em Alto Caxixe, localidade do município de Venda Nova do Imigrante (ES), a 1.100 metros de altitude. O trabalho foi feito em parceria com o grupo Khas e o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).

Aimorés e a Leve L80 obtiveram o registro no último dia 21 de maio. No caso da primeira, são seis genótipos adaptados para a região leste de Minas Gerais. O ensaio foi realizado no município de Aimorés, numa parceria com um produtor rural local e com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), além do apoio da Fapes.

Baixo teor de cafeína

Já a Leve L80 é um genótipo com baixo teor de cafeína (1,33 grama para cada 100 gramas), o que representa 30% menos cafeína que a média dos demais grãos. “A redução de cafeína tem um potencial de mercado; esse é um grão de café conilon com teor de cafeína apenas um pouco acima do arábica. Um café conilon com baixo teor de cafeína é um nicho de mercado”, afirma o professor. O experimento foi feito em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com o apoio da Fapes.

“Todas essas cultivares são resultantes de pesquisas que geram publicações em revisas de grande impacto nacional e internacional e contribuem significativamente para a formação de recursos humanos, desde os graduandos na iniciação científica da Ufes até os mestres e doutores na pós-graduação”, aponta Partelli.

O professor acrescenta que ainda neste ano deverão ser solicitados mais dois registros de cultivares, com genótipos híbridos e plantas de porte alto no Espírito Santo e na Bahia. “Estamos trabalhando para apresentar esses resultados no 15º Simpósio do Produtor de Conilon, a ser realizado pela Ufes, em São Mateus, no dia 26 de novembro”, afirma.

Confira os detalhes de cada cultivar na matéria publicada no site da Revista Universidade.

Fonte: UFES

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