El Niño pode afetar florada do café e aumentar risco de perdas no Sul de Minas

Última atualização: 17/06/2026 às 18:08

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El Niño pode afetar florada do café e aumentar risco de perdas no Sul de Minas

Fenômeno climático ainda está em desenvolvimento, mas especialista aponta preocupação com calor excessivo e falta de umidade em períodos decisivos para a cafeicultura.

Por g1 Sul de Minas e EPTV

Embora ainda esteja em fase inicial de desenvolvimento, o fenômeno El Niño já acende um sinal de alerta para produtores rurais do Sul de Minas, principal região cafeeira do país. Especialistas apontam que os impactos mais significativos devem ser sentidos a partir do fim do inverno, com reflexos diretos na primavera e no verão, períodos decisivos para a produção de café.

Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, o fenômeno ainda não influencia o clima da região neste mês de junho. Neste momento, a principal preocupação é com eventuais períodos de excesso de umidade, que podem atrapalhar os trabalhos de colheita.

Os efeitos mais relevantes, porém, devem aparecer nos próximos meses.

“O El Niño vai ter realmente impactos no clima no Brasil mais para o final do inverno e, principalmente, na primavera e durante o verão. A grande preocupação é com ondas de calor e a irregularidade da chuva”, explica.

A combinação entre temperaturas elevadas e precipitações abaixo ou fora do padrão preocupa especialmente o setor cafeeiro. Isso porque a florada do café, etapa fundamental para a formação da safra seguinte, depende de condições adequadas de umidade.

“Um dos setores que pode ser afetado é a florada do café. No começo da primavera, essa chuva é muito irregular e já pode estar começando a fazer bastante calor. Então, essa chuva pode não dar conta desse calor excessivo, de manter a umidade adequada para uma boa floração”, afirma Josélia.

Além dos possíveis impactos na agricultura, a Climatempo alerta que eventos climáticos extremos também podem afetar outros setores da economia.

Lago de Furnas, Sul de Minas — Foto: Reprodução EPTV

Lago de Furnas, Sul de Minas — Foto: Reprodução EPTV

Períodos prolongados de seca reduzem os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, enquanto as ondas de calor elevam o consumo de energia elétrica.

Nesse cenário, o clima passa a influenciar diretamente custos operacionais, planejamento e até a confiabilidade do sistema energético brasileiro.

Para especialistas, o monitoramento das condições climáticas será cada vez mais importante nos próximos meses, especialmente em uma região como o Sul de Minas, onde a economia tem forte dependência da produção agrícola e, em especial, da cafeicultura.

Clima vira fator de risco financeiro e operacional

🌵 Secas prolongadas e ondas de calor, impulsionadas por fenômenos como o El Niño, afetam o planejamento energético do país, alerta a Climatempo.

💦 A falta de chuva reduz drasticamente a capacidade das hidrelétricas.

🔥 O calor extremo eleva a demanda por eletricidade.

📊 Com isso, o clima deixa de ser apenas a “previsão do tempo” e passa a ditar a confiabilidade, os custos operacionais e o preço final da energia.

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