Última atualização: 30/06/2026 às 17:17
![]()
A Angonabeiro, empresa do Grupo Nabeiro em Angola, recebeu na sua unidade industrial, em Luanda, a visita institucional do novo embaixador de Portugal em Angola, Nuno Mathias.
Por André Manuel Mendes | Executive Digest

A Angonabeiro, empresa do Grupo Nabeiro em Angola, recebeu na sua unidade industrial, em Luanda, a visita institucional do novo embaixador de Portugal em Angola, Nuno Mathias.
A deslocação, a primeira desde que o diplomata assumiu funções em fevereiro deste ano, permitiu conhecer de perto a operação industrial da empresa e o seu contributo para o desenvolvimento da fileira do café no país.
Durante a visita, Nuno Mathias acompanhou as várias etapas do processo de transformação do café, desde a receção e controlo da matéria-prima até às fases de torrefação, moagem, preparação de blends e embalamento do produto final. A empresa apresentou também o trabalho que desenvolve na compra de café verde a produtores nacionais, na transformação local e na promoção do café angolano junto dos consumidores e dos mercados internacionais.
Presente em Angola há mais de 25 anos, a Angonabeiro afirma que tem procurado reforçar a indústria nacional através da criação de valor acrescentado, promovendo a produção local e contribuindo para a internacionalização do café produzido no país.
“A visita do Embaixador de Portugal representou uma excelente oportunidade para dar a conhecer, no terreno, o trabalho que temos vindo a desenvolver em prol da valorização do café angolano e do fortalecimento da indústria nacional. Mais do que apresentar uma unidade industrial, quisemos mostrar um projeto comprometido com a produção e valorização do café nacional, que investe na transformação local e contribui para criar valor económico e social no país”, afirmou Rui Gonçalves, Diretor-Geral da Angonabeiro.
Atualmente, a empresa emprega mais de 100 colaboradores, dos quais cerca de 95% são angolanos. Todos os anos adquire mais de 1.400 toneladas de café verde a produtores nacionais, processa aproximadamente 400 toneladas de café torrado e exporta cerca de 1.000 toneladas para mercados como Portugal, França, Suíça, Cabo Verde e Senegal.
Para Nuno Mathias, a visita demonstra “a vitalidade das relações económicas entre Portugal e Angola”, refletindo o investimento do Grupo Nabeiro no país ao longo das últimas décadas. O diplomata considerou ainda que a cooperação bilateral evoluiu “de um modelo de comércio tradicional para uma aposta na produção local e na valorização do ecossistema empresarial angolano”.
A unidade industrial da Angonabeiro dispõe de torradores de café, linhas de embalamento de café em grão e moído, uma linha de rebeneficiação de café verde e uma linha de produção de cápsulas, onde são produzidas anualmente mais de dois milhões de cápsulas da marca Ginga.
Segundo a empresa, o investimento contínuo na modernização tecnológica é acompanhado pela formação das equipas e pela implementação de rigorosos sistemas de controlo de qualidade, com o objetivo de aumentar a eficiência e garantir a consistência dos produtos.
“O que mais impressiona nesta unidade, para além do elevado nível tecnológico e da eficiência das linhas de produção, é sobretudo a aposta clara na valorização do capital humano angolano, na qualificação das suas pessoas, no desenvolvimento de competências locais e na criação de emprego especializado”, destacou o embaixador português.
A Angonabeiro refere ainda que apoia, de forma direta e indireta, mais de 40 mil famílias produtoras, assegurando a compra da produção de café a preços considerados justos e promovendo iniciativas de capacitação, escolarização e adoção de práticas agrícolas sustentáveis.
No final da visita, Rui Gonçalves sublinhou que a empresa pretende continuar a trabalhar em parceria com os produtores nacionais e restantes agentes do setor para reforçar a competitividade da indústria e aumentar a projeção internacional do café angolano.