Starbucks aposta no “terceiro lugar” para crescer em São Paulo

Última atualização: 13/07/2026 às 16:42

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Com 30 novas lojas previstas em 2026 e salas de reunião na Berrini, expansão reforça experiência e permanência em vez de apenas vender café

Foto: Foto: Divulgação

Com ambientes pensados para permanência e conforto, as novas unidades acompanham a rotina urbana de quem busca mais do que uma pausa para o café

Durante muito tempo, abrir uma nova cafeteria significava disputar fluxo de pessoas. Hoje, a lógica é outra. Em grandes centros urbanos, no qual trabalho híbrido, encontros informais e jornadas flexíveis transformaram a rotina das cidades, o desafio deixou de ser apenas servir um bom café. O objetivo passou a ser conquistar tempo de permanência.

É exatamente essa estratégia que orienta a nova fase de expansão da Starbucks em São Paulo. Ao inaugurar unidades em bairros como Itaim Bibi e Pinheiros, além de reinaugurar lojas em regiões como Berrini e Eliseu, a marca reforça um conceito que acompanha sua trajetória global há décadas: o chamado “terceiro lugar” — um espaço pensado para existir entre a casa e o trabalho .https://d-3879983544207251082.ampproject.net/2605071401000/frame.html

Mais do que ampliar a presença física, a Starbucks investe em um modelo de negócio que transforma cada loja em um ambiente de convivência.

A escolha dos bairros não é por acaso

A expansão acompanha uma mudança importante no comportamento urbano. Se antes muitas cafeterias eram vistas como locais de consumo rápido, hoje elas disputam um novo território: o da permanência. Pessoas utilizam esses espaços para trabalhar, realizar reuniões, estudar, encontrar amigos ou simplesmente fazer uma pausa durante o dia.

A escolha dos novos endereços reflete essa lógica. Itaim Bibi, Pinheiros, Jardim Paulista, Consolação e Avenida Paulista concentram escritórios, centros culturais, restaurantes, comércio e intensa circulação em diferentes horários. Ao ocupar esses polos, a Starbucks busca acompanhar toda a jornada do consumidor — do café antes da primeira reunião ao encontro no fim da tarde.

Community Coffee House e salas de reunião na Berrini

O conceito de “terceiro lugar” sempre fez parte da identidade da Starbucks, mas ganha novos significados diante das transformações do mercado de trabalho. Com o avanço do modelo híbrido, profissionais passaram a alternar escritório, casa e espaços compartilhados. Cafeterias deixaram de competir apenas com outras redes de alimentação e passaram a disputar espaço com coworkings e ambientes de produtividade.

Foto: Foto: Divulgação

Expansão da rede aposta em espaços multifuncionais que unem café, trabalho, encontros e experiências no dia a dia dos paulistanos

Essa mudança aparece no próprio desenho das novas unidades. Baseadas no conceito global Community Coffee House, as lojas oferecem diferentes configurações de assentos, iluminação mais acolhedora, materiais naturais e ambientes pensados para acomodar perfis distintos de consumidores. Na unidade da Berrini, a marca passa a disponibilizar até salas de reunião, ampliando as possibilidades de uso do espaço.

Inovação que acompanha o comportamento

O crescimento físico também vem acompanhado por mudanças no portfólio. Entre as novidades está a chegada do Cold Foam Proteico ao Brasil, disponível nos sabores baunilha e chocolate. A cobertura adiciona 19 gramas de proteína às bebidas geladas e acompanha uma tendência que ganha força no setor de alimentação: consumidores interessados em produtos que conciliem indulgência, funcionalidade e personalização.

A estratégia mostra que inovação, hoje, não depende apenas do lançamento de novas bebidas. Ela também passa pela capacidade de adaptar o cardápio às mudanças de comportamento.

113 lojas no Brasil e 30 novas unidades previstas para 2026

Com 113 lojas em operação no Brasil e previsão de abrir cerca de 30 novas unidades em 2026 — sendo 13 apenas na Grande São Paulo até setembro —, a Starbucks demonstra que sua expansão está menos ligada à quantidade de endereços e mais à escolha dos territórios onde deseja construir relacionamento.

Em vez de apostar apenas na conveniência, a marca investe em locais capazes de integrar diferentes momentos da vida urbana. As lojas físicas deixaram de ser apenas pontos de venda. Tornaram-se plataformas de experiência, convivência e construção de marca.

O café continua sendo o motivo da visita. Mas é a experiência que faz o consumidor

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal IG

Fonte: Portal IG

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