Última atualização: 20/07/2026 às 17:22
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Por DiaaDiaES.com.br

O Espírito Santo concentra 69,1% de toda a área cultivada de café conilon do Brasil, somando 286,7 mil hectares. Segundo o relatório do Connect Fecomércio-ES, o território capixaba responde por 65,4% da produção nacional dessa variedade, liderando o mercado do país.
O estado possui a segunda maior área cultivada de café do Brasil, com um total de 424,8 mil hectares, divididos entre conilon e arábica. O cultivo do tipo arábica ocupa a terceira posição nacional, com forte presença e destaque na região das montanhas capixabas.
Os dados são do estudo “Especial Café – Retrato da economia”, que cruzou informações de órgãos oficiais como Incaper, IBGE, Conab, Organização Internacional do Café, Comex Stat, Embrapa e também do Ministério do Trabalho e Emprego.
A atividade envolve cerca de 131 mil famílias e está presente em quase todos os municípios do Espírito Santo, com exceção de Vitória. O setor é composto por 60 mil propriedades produtoras, o que representa dois terços de todas as terras agrícolas capixabas.
Cerca de 73% dos produtores do estado pertencem à agricultura familiar, o que reforça o impacto social da atividade na geração de renda direta e também na permanência e sobrevivência dessas famílias morando e trabalhando no meio rural.
A colheita de café criou 8.065 postos formais de trabalho no estado entre abril e maio de 2025. O resultado representa uma alta de 29,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior, consolidando o maior número de vagas na série histórica iniciada em 2020.
Além do campo, a cadeia produtiva impulsiona o beneficiamento, a armazenagem, as transportadoras, as cooperativas, as cafeterias de cidades e o turismo rural. No mercado internacional, o café movimentou 15,6 bilhões de dólares em exportações no ano de 2025.
O grão ocupou a quinta posição entre os principais produtos da pauta de exportação do país, representando cerca de 4,5% das vendas brasileiras ao exterior, ajudando a equilibrar a balança comercial nacional.
O coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, destacou que o impacto do grão alcança a indústria e a logística. “Compreender essa dimensão é fundamental para identificar caminhos que ampliem a agregação de valor”, explicou.
Spalenza apontou no relatório oportunidades para ampliar a competitividade por meio da industrialização, da produção de cafés especiais, da expansão do turismo de experiência, além da ampliação de certificações e práticas de rastreabilidade.
O diretor de Relações Institucionais da Fecomércio-ES, Marcus Magalhães, frisou a importância da cadeia completa. “A cada etapa, o produto recebe novos processos e agrega valor, desde o beneficiamento e a logística até chegar às cafeterias”, pontuou.
O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Sesc-ES, Secti-ES, Fapes e MCI. O sistema Fecomércio-ES representa 431 mil empresas, sendo responsável por 58% do ICMS arrecadado no estado e por 663 mil empregos.