Última atualização: 24/07/2026 às 14:33
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Cecafé destaca que isenção preserva cerca de US$ 2,5 bilhões em exportações anuais para os Estados Unidos
Por Mariana Letizio — São Paulo

Cerca de 34% do café consumido no país é de origem brasileira — Foto: Canva/Creative Commons
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) classificou a manutenção do café brasileiro na lista de produtos isentos de tarifas dos Estados Unidos por supostas falhas no combate ao trabalho forçado como uma “vitória”.
Em vídeo, o diretor-geral da entidade, Marcos Matos, creditou o resultado ao trabalho de articulação realizado ao lado da National Coffee Association (NCA), entidade que representa a indústria de café nos Estados Unidos.
O governo americano começou a aplicar, nesta sexta-feira (24), tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais, incluindo a União Europeia, com a alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. O Brasil entrou na lista dos países que terão tarifa-base de 12,5%. A medida, adotada justamente quando expira uma tarifa global temporária de 10%, entrou em vigor à 0h01 desta sexta-feira.
No vídeo, Matos disse que os produtos de café verde, torrado, moído e solúvel foram mantidos fora das tarifas, o que, segundo ele, preserva cerca de US$ 2,5 bilhões em exportações anuais para os Estados Unidos.
“Nós protegemos cerca de US$ 2,5 bilhões em exportações de café para os Estados Unidos. É uma vitória da cafeicultura, dos nossos parceiros e dos 330 mil cafeicultores brasileiros”, afirmou.
O executivo lembrou que, em uma investigação anterior da Seção 301 voltada especificamente ao Brasil, o setor também conseguiu evitar a incidência de tarifas de 25% após mais de um ano de negociações com autoridades americanas.
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de café, de acordo com o Cecafé, e cerca de 34% do café consumido no país é de origem brasileira.
Fonte: Globo Rural