Última atualização: 28/07/2026 às 15:19
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Café é uma das principais atividades econômicas do Espírito Santo e tem impacto na geração de renda. – Foto: Divulgação/Incaper
Safra impulsionou 6.527 vagas formais em maio e respondeu por cerca de 70% dos empregos do setor no Estado
Por Letícia Arcanjo
A cadeia do café foi o principal motor da geração de empregos formais na agropecuária do Espírito Santo em maio. O cultivo respondeu por 6.527 vagas com carteira assinada, o maior saldo registrado pela atividade desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020.
Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, as contratações no setor representaram cerca de 70% dos empregos gerados pela agropecuária e aproximadamente 68% do saldo total de empregos formais criados no Estado no mês.
Em maio, o Espírito Santo registrou o melhor desempenho do mercado formal de trabalho dos últimos três anos, com 9.532 novos empregos com carteira assinada. A agropecuária respondeu por 9.183 dessas vagas, impulsionada principalmente pelo início da colheita do café. Os dados são do Connect Fecomércio-ES, com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Spalenza explica que o resultado está relacionado ao peso da cafeicultura na economia capixaba, que segundo o Incaper representa cerca de 37% do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária capixaba, e à distribuição da produção pelo interior do Estado. Segundo ele, durante o período de colheita, a atividade amplia a demanda por trabalhadores em diversas regiões.
“O café é uma das principais atividades agrícolas do Espírito Santo e responde por uma parcela significativa do PIB da agropecuária capixaba. Além disso, a produção está espalhada por diversos municípios, o que amplia a geração de oportunidades durante o período de colheita”, explica.
Impacto vai além do campo
A geração de empregos provocada pela safra também movimenta outros setores da economia. Segundo Spalenza, o aumento da produção de café amplia a demanda por transporte, armazenagem, beneficiamento, logística, comércio e serviços.
“A geração de emprego e renda, devido à agropecuária e ao café, amplia o consumo também nos municípios. Então, por isso que o efeito da cafeicultura é uma cadeia, que vai da indústria, passando pelo comércio e serviços, e vai até o turismo. Os munícipios do interior, por exemplo, têm utilizado do café como atividade e atrativo turístico”, afirma.

André Spalenza é coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES. Foto: Divulgação
Apesar do desempenho positivo, o coordenador destaca que parte das vagas está ligada ao período da colheita, que tem duração limitada. “Após esse período de safra, é esperado algum movimento de desligamento. A possibilidade de absorção dessa mão de obra existe, principalmente em setores como comércio e serviços, mas não ocorre de forma automática e na mesma proporção”, explica.
Espírito Santo acumula 26 mil empregos no ano
Além da agropecuária, o setor de serviços criou 614 empregos formais em maio, enquanto o comércio registrou saldo positivo de 68 vagas. No acumulado de janeiro a maio, o Espírito Santo soma 26.011 empregos formais, crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Com o resultado de maio, o Estado passou a contabilizar 942.217 vínculos formais de trabalho com carteira assinada, volume 1,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
Fonte: ES Brasil