Última atualização: 31/07/2026 às 14:54
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Cooperação técnica entre instituto federal, empresa e fundação busca inovar na avaliação de grãos por meio de análise espectral

Ifsuldeminas firma parceria para predição da qualidade sensorial de café torrado
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (Ifsuldeminas) oficializou a assinatura de um convênio de cooperação técnica voltado ao desenvolvimento do projeto “Predição da Qualidade Sensorial do Café Torrado e Moído via Análise Espectral”. O acordo, publicado no Diário Oficial da União (DOU), estabelece uma parceria estratégica com a empresa EBC Comércio, Importação, Exportação e Treinamento Ltda (Exclusive Brazilian Coffee) e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Extensão, Pesquisa, Ensino Profissionalizante e Tecnológico (Fadema). Embora o extrato não detalhe repasses financeiros diretos, a medida foca na integração de recursos técnicos, administrativos e operacionais para impulsionar a inovação no setor cafeeiro.
O objetivo central da resolução é promover o fortalecimento do ambiente de inovação por meio da aplicação de tecnologias avançadas na cafeicultura. A análise espectral (técnica que utiliza a interação da luz com a matéria para identificar componentes químicos e físicos sem destruir a amostra) será o pilar para prever as características sensoriais do café após o processo de torra e moagem. Essa abordagem busca garantir maior precisão e agilidade na classificação dos grãos, beneficiando toda a cadeia produtiva – do produtor ao consumidor final.
O papel do Ifsuldeminas e o suporte da Fadema
Dentro do arranjo de cooperação, o Ifsuldeminas atua como o núcleo de conhecimento técnico e científico. A instituição, que possui forte tradição no ensino agropecuário e tecnológico, disponibiliza seus laboratórios e pesquisadores para a execução do projeto. A participação do reitor Cleber Ávila Barbosa e do professor Leandro Carlos Paiva, diretor-geral do Polo Embrapii (unidade de inovação vinculada à Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), reforça o caráter acadêmico-industrial da iniciativa.
A gestão administrativa e financeira do convênio fica a cargo da Fadema. As fundações de apoio são essenciais para dar agilidade aos projetos de pesquisa nas instituições federais, permitindo uma tramitação mais eficiente de recursos e contratos. A diretora-presidente da fundação, Déborah Sepini Batista, também assina o documento, garantindo que o suporte operacional esteja alinhado às metas do projeto de predição sensorial.
Inovação tecnológica com a análise espectral
A aplicação da análise espectral no café torrado representa um salto qualitativo para a indústria. Tradicionalmente, a análise sensorial depende de provadores especializados (chamados de ‘q-graders’), o que envolve um processo subjetivo e, por vezes, demorado. A introdução de modelos matemáticos e sensores ópticos permite que a qualidade do café seja medida de forma objetiva, identificando padrões de sabor e aroma com base na luz refletida pelas amostras.
Esse tipo de tecnologia é fundamental para empresas como a EBC Comércio, Importação, Exportação e Treinamento Ltda, que atua no mercado internacional sob a marca Exclusive Brazilian Coffee. Nicholas Baumgartner Yamada, representante da empresa, assina o termo visando a aplicação prática desses resultados no mercado de exportação. Com a predição espectral, é possível garantir lotes mais homogêneos e atender aos rigorosos padrões de qualidade exigidos por compradores estrangeiros.
Vigência e assinaturas
O convênio tem vigência estabelecida de 12 meses, contados a partir da data de sua publicação oficial. Durante este período, os partícipes deverão consolidar as etapas de coleta de dados, calibração dos sensores e validação dos modelos de predição. O encerramento do projeto prevê a entrega de um sistema robusto que possa ser replicado em outros polos de inovação cafeeira no país.
O extrato foi assinado em 30 de julho de 2026, consolidando a união entre o setor público e a iniciativa privada. Além das lideranças do Ifsuldeminas e da Fadema, o documento conta com a chancela do Polo Embrapii, demonstrando a integração com políticas nacionais de desenvolvimento tecnológico.
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Fonte: O Tempo