Última atualização: 05/08/2026 às 14:18
![]()
Chuvas no Cerrado Mineiro e outras regiões produtoras de café arábica preocupam produtores na reta final da colheita. Cerca de 30% da safra segue no campo.

Café arábica: chuvas em Minas Gerais ameaçam qualidade da safra
As chuvas registradas nas principais regiões produtoras de café arábica em Minas Gerais e no Brasil acenderam um alerta para a qualidade da safra 2026/27, segundo dados do Cepea. Com cerca de 30% da produção ainda no campo, a umidade excessiva na reta final dos trabalhos pode comprometer a classificação dos grãos e o valor de mercado da bebida, impactando a rentabilidade do produtor.
Como está o mercado
O ritmo da colheita vinha sendo considerado satisfatório até meados de julho, mas as precipitações ocorridas nos últimos dias do mês mudaram o cenário para os cafeicultores mineiros. No cerrado Mineiro, a Cooperativa dos Agricultores do Cerrado relatam que os trabalhos precisaram ser interrompidos temporariamente devido ao clima. O grande receio do setor é que os grãos que já estão no estágio de varrição, ou seja, no chão, sofram fermentações indesejadas devido ao contato prolongado com a água. Esse fator impacta diretamente na prova e na comercialização futura dos lotes, uma vez que a qualidade da bebida é o principal diferencial de preço para o arábica.
O que explica
A instabilidade climática em um período tradicionalmente seco para a cafeicultura brasileira é o principal fator de preocupação. Segundo o Cepea, a exposição dos grãos à umidade prejudica a secagem e a finalização do ciclo produtivo. Embora a colheita esteja avançada, o volume que resta no campo é significativo o suficiente para alterar a oferta de cafés de alta qualidade no mercado interno e para exportação. A retomada do tempo seco é aguardada para que as máquinas voltem a operar e os terreiros de secagem recuperem a eficiência necessária para preservar as características sensoriais do grão.
Fonte: O Tempo