Festival Baiano de Cafés reúne produtores e destaca produção local

Última atualização: 17/08/2026 às 11:21

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Quarta edição do evento movimentou o Trapiche Barnabé no fim de semana, com degustações, experiências e torra ao vivo

Por Flavia Azevedo | Correio 24 Horas

Festival Baiano de Cafés Crédito: Arisson Marinho

A quarta edição do Festival Baiano de Cafés reuniu produtores, especialistas, profissionais do setor e consumidores no Trapiche Barnabé, sábado (15) e domingo (16). Com programação voltada à cadeia produtiva do café, o evento promoveu degustações, palestras, experiências e encontros em torno de diferentes etapas da produção, da origem dos grãos aos processos de torra e preparo.

Nos dois dias, a organização registrou grande movimentação de público. A programação buscou aproximar os consumidores da cadeia produtiva e apresentar diferentes aspectos relacionados ao café, incluindo sua produção, origem e transformação até chegar à xícara.

“Esta edição mostra a força que o café tem para conectar pessoas, produtores, conhecimento, gastronomia e experiências”, afirmou Brenda Matos, especialista em Cafés Especiais e idealizadora do Festival Baiano de Cafés. Segundo ela, o evento teve uma resposta positiva do público.

Uma das novidades desta edição foi a parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que ampliou a participação da entidade no festival. A parceria possibilitou a realização da Arena da Torra ao Vivo, experiência que apresentou aos visitantes uma das etapas de processamento do café e os efeitos dos diferentes níveis de torra sobre características como aroma, sabor e resultado final da bebida.

O festival também passou a utilizar a marca setorial Cafés do Brasil, de propriedade da ABIC. Reposicionada em 2025, a identidade está associada a atributos da cafeicultura brasileira, como origem, qualidade, 

sustentabilidade

, tecnologia e tradição. A presença da marca aproximou a produção baiana da cadeia nacional do café e integrou o evento à divulgação da cultura e da produção cafeeira brasileira.

A produção baiana também ganhou destaque com a escolha do café da Fazenda Ouro Verde como produto oficial da quarta edição. Produzido por Ana Cristina, em Barra do Choça, no Planalto da Conquista, o café da variedade Mundo Novo é cultivado a 530 metros de altitude e apresenta notas sensoriais de mascavo, doce de leite e frutas amarelas. A torrefação oficial ficou a cargo do Eufrasio Café, da mesma região.

Entre os destaques da programação, a possibilidade de o público experimentar cafés de diferentes origens e conhecer processos relacionados à transformação do grão na bebida.

Por @flaviaazevedoalmeida

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