Quem está construindo o futuro do café no ES

Última atualização: 20/08/2026 às 15:46

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Encontro em Vitória reúne lideranças do Brasil e de importantes países produtores e consumidores, pesquisadores, empresas e especialistas internacionais na área

Por Fabrício Tristão | A Gazeta

O café sempre fez parte da identidade do Espírito Santo. Está presente na paisagem, movimenta a economia, sustenta milhares de famílias e conecta o Estado aos mercados mais exigentes do mundo. 

Mas o momento que vivemos vai além de uma boa safra ou de números expressivos de exportação. Estamos diante de uma transformação que reposiciona o Espírito Santo como protagonista de uma nova etapa da cafeicultura mundial.

O mercado internacional mudou. Hoje, não basta produzir mais. É preciso produzir melhor, conhecer a origem de cada grão, garantir sua rastreabilidade, respeitar critérios de sustentabilidade, investir em inovação e tornar a logística cada vez mais eficiente para responder com agilidade a um mundo em constante transformação. São esses fatores que determinam a competitividade e definem quais regiões estarão preparadas para liderar o futuro.

O Espírito Santo chega a esse novo cenário com uma vantagem construída ao longo de décadas. A força da produção, especialmente do café conilon, soma-se à excelência do arábica, à capacidade de inovar, ao investimento contínuo em pesquisa, tecnologia e qualificação, além de uma cadeia produtiva integrada que reúne produtores, cooperativas, indústrias, exportadores e instituições comprometidas com um mesmo propósito: agregar valor ao café capixaba e fortalecer sua presença internacional.

Nenhuma conquista dessa dimensão acontece de forma isolada. Ela é fruto da capacidade de dialogar, compartilhar conhecimento e construir pontes entre quem produz, quem comercializa, quem pesquisa e quem compra. 

Safra do café Shutterstock

A partir dessas premissas, o Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) exerce, há oito décadas, um papel estratégico. Ao longo de sua história, a entidade se tornou um elo entre o Espírito Santo e o mundo, acompanhando as transformações do setor, promovendo debates qualificados e preparando a cafeicultura para responder aos desafios de cada época.

Hoje, esses desafios têm nomes bem definidos: rastreabilidade, sustentabilidade, inovação e logística. Mais do que conceitos em evidência, eles representam os pilares sobre os quais será construída a cafeicultura das próximas décadas e neles foi concebida a realização do Vitória Coffee Summit 2026.

Ao reunir, em solo capixaba, lideranças do Brasil e de importantes países produtores e consumidores, pesquisadores, empresas e especialistas internacionais, o encontro reafirma que o futuro do café será construído por quem estiver disposto a cooperar, compartilhar experiências e antecipar tendências.

Celebrar os 80 anos do CCCV, portanto, é reconhecer uma instituição que soube acompanhar a evolução da cafeicultura e, mais do que isso, ajudar a conduzi-la. O Espírito Santo continua exportando café para o mundo. Mas exporta também conhecimento, credibilidade e capacidade de construir soluções coletivas para um mercado cada vez mais complexo.

O futuro da cafeicultura não será escrito por quem apenas produz mais. Será liderado por quem conseguir conectar tradição e inovação, responsabilidade e competitividade, pessoas e mercados. E essa história, cada vez mais, também está sendo escrita no Espírito Santo.

Fonte: A Gazeta

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