Última atualização: 20/08/2026 às 13:50
![]()
Evento destaca produção capixaba, mercado internacional e desafios logísticos do setor cafeeiro

Jorge Nicchio é vice-presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória. Foto: Bruno Contarini/NXTE/ES Brasil
O Vitória Coffee Summit 2026 – um dos maiores encontros da cafeicultura nacional e internacional, acontece nesta quinta-feira (20) e sexta-feira (21), no Cais das Artes, em Vitória. O Espírito Santo – maior exportador de conilon do país e segundo maior exportador de café, recebe autoridades do setor cafeeiro do Brasil, Estados Unidos, Colômbia e do Vietnã.
O vice-presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), Jorge Luiz Nicchio, destacou que como grande destaque do evento – que antecipa as comemorações dos 80 anos do CCCV – será o painel inédito com líderes dos três maiores países produtores do mundo.
“Para você ter ideia, no contexto mundial, o Brasil produz cerca de 40% de todo o café do mundo. Nós somos disparados os maiores produtores e os maiores exportadores de café. Em seguida, vem o Vietnã e depois a Colômbia”, pontou.
A importância do Espírito Santo é evidenciada por sua elevada capacidade produtiva. “Se fosse um país, a produção capixaba ocuparia o terceiro lugar global, superando a própria Colômbia. Além disso, o setor desempenha um papel econômico fundamental na geração de empregos e na movimentação do comércio no interior do estado”, afirmou.
Com relação ao panorama produtivo, Nicchio comentou os resultados da safra 2025/2026, recém-concluída no Estado. Embora as projeções iniciais apontassem para um volume recorde, a colheita registrou uma quebra de aproximadamente 20% em relação ao esperado.
“Em princípio, esperava-se uma safra recorde aqui mas, apesar de ser uma boa colheita, está aquém do que era esperado. Mesmo assim, vamos fazer uma boa produção este ano”, disse. Nicchio destaca que Estado está bem posicionado no mercado internacional, que reconhece, não só o aumento da produtividade, mas também a qualidade das duas espécies de café produzidas no Espírito Santo, o conilon e o arábica.
“América do Norte, principalmente os Estados Unidos, é um grande importador. A Europa, no conjunto, é o maior importador de café do Brasil. Também exportamos bastante café para a Ásia. Estamos bem conceituados”. Nichhio, que também comentou sobre os desafios do setor na logística para o escoamento da produção, e a expectativa com expansão portuária no Estado.
“A dificuldade para escoar esses cafés para todos os destinos é muito grande. Existem portos bem próximos de sua inauguração, vamos dizer assim. Isso vai transformar ainda mais a nossa cafeicultura, ao baratear os custos e atrair os cafés produzidos fora do Espírito Santo, no sul da Bahia, em Minas Gerais. Hoje, uma parte do café produzido na zona da Mata Mineira, deveria naturalmente ser exportado por Vitória, porque é mais próximo, mas são exportados pelo porto do Rio de Janeiro”, explicou.