Última atualização: 09/09/2026 às 18:24
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A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Lavras, se prepara para um momento especial de fé, tradição e valorização do trabalho no campo com a realização da 1ª Festa em honra a Nossa Senhora do Café. O evento nasce com o propósito de unir espiritualidade e cultura agrícola, destacando a importância dos produtores rurais para a região.
A programação vai acontecer neste domingo, dia 13 de setembro, com missa em Ação de Graças pela colheita, marcada para às 10 horas, na Comunidade São João Batista, na Fazenda Maranhão. A celebração busca pedir a proteção divina para os agricultores, suas lavouras e todo o ciclo produtivo, reconhecendo o esforço e a esperança depositados em cada safra, assim como agradecer a colheita realizada.
“A ideia nasceu dos próprios paroquianos, envolvidos com as atividades e na vida do campo, por isso, nós vamos realizar a primeira festa em honra a Nossa Senhora do Café na comunidade. No mês de abril nós já realizamos a festa do café e dos demais grãos, valorizando os produtores rurais. Agora, com a colheita, o momento é de agradecimento”, explica o pároco e incentivador da festa, Padre Clayton Nogueira.
A expectativa é que a festa se torne parte do calendário paroquial. “Eu já participei de outras festas similares, em outros municípios da região, e percebo a crescente devoção à Nossa Senhora do Café. Pessoas que se reúnem para rezar. Quem produz, trabalha a terra, está produzindo sementes, e pedem bênçãos para esse serviço. Então, a ideia é essa, valorizar quem produz, não só café, mas outros grãos também”, pontua o sacerdote.
Além da celebração religiosa, os organizadores convidam os participantes para um momento de convivência fraterna com um almoço de Confraternização, barracas com comidas típicas, doces e bebidas diversas, venda de artesanatos e sorteio de brindes para os participantes.
O evento ainda vai contar com uma palestra formativa sobre as “Novas tecnologias na Produção de Mudas de Café”, conduzida por Gladyston Carvalho da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) e por Alexandre Vilela, da Coffee Experts, além de ações de saúde, lazer e bem-estar em parceria com a Associação de Amparo às Famílias (AAFA), e instituições locais.
Segundo o pároco, a festa representa mais do que um evento religioso, é uma forma de reconhecer a riqueza da terra e fortalecer os laços entre fé, trabalho e comunidade. Inspirada na devoção mariana, a proposta reforça a espiritualidade presente no cotidiano do campo.
“O café abraça a nossa tradição mineira. É comum tomar um cafezinho depois de nossas celebrações. Sendo assim, a tradição de servir o café, de estar ali reunindo a comunidade, é uma forma de aproximar as pessoas. Isso tudo faz parte. O nosso saudoso Papa Francisco, por exemplo, falava da importância de promover a cultura do encontro. E, às vezes, a vida corrida do trabalhador do campo, que produz o café, impossibilita a realização desses encontros. Então, promover essa celebração, a festa, o encontro e o cafezinho, são formas de estreitar os laços e ter uma convivência mais fraterna, momento único de fé, encontro e valorização das nossas origens. Uma celebração que vai muito além do café, reforçando os laços da comunidade e a importância da partilha”, conclui o sacerdote.
