Exportações de café do Brasil registram o melhor agosto da história com alta de 31% no volume

Última atualização: 11/09/2026 às 10:39

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  • Foram 4,155 milhões de sacas de 60 kg embarcadas, alta de 31% em relação a agosto de 2025.
  • O principal destaque do mês foram os embarques da espécie canéfora, com salto de 53,6%, totalizando 953.592 sacas.
  • Os embarques do arábica atingiu 2,866 milhões de sacas, o que representa um avanço de 25,7%

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As exportações brasileiras de café alcançaram o melhor mês de agosto da história em 2026, impulsionadas pelo avanço na disponibilidade de grãos das variedades arábica e canéfora. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Desempenho recorde em agosto

  • Volume total: 4,155 milhões de sacas de 60 kg embarcadas, alta de 31% em relação a agosto de 2025.
  • Receita cambial: US$ 1,331 bilhão, registrando crescimento de 19,8% no comparativo anual.
  • Cafés canéfora (conilon e robusta): O principal destaque do mês, com salto de 53,6% nos embarques, totalizando 953.592 sacas.
  • Café arábica: Atingiu 2,866 milhões de sacas, o que representa um avanço de 25,7%.
  • Solúvel e torrado: O café solúvel cresceu 24,3% (332.192 sacas) e o torrado e moído avançou 6,4% (3.816 sacas).

Bimestre Inicial da Safra 2026/2027

No primeiro bimestre do novo ano-safra (julho e agosto de 2026), o Brasil acumulou 7,204 milhões de sacas exportadas, gerando US$ 2,242 bilhões em receita. Os números indicam um crescimento de 21,5% em volume e 4,1% em valor na comparação com o mesmo período do ciclo anterior.

Balanço do Ano Civil (Janeiro a Agosto)

Apesar do recorde mensal, o acumulado dos oito primeiros meses de 2026 aponta retração frente ao mesmo período de 2025. O país enviou 25,073 milhões de sacas a 119 países, queda de 1,2%. A receita cambial recuou 9,3%, passando de US$ 9,686 bilhões para US$ 8,787 bilhões.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o resultado reflete os estoques reduzidos no primeiro semestre, além de entraves logísticos e geopolíticos.

  • Clima e Colheita: As chuvas intensas durante a colheita, especialmente em julho, atrasaram a chegada do arábica da nova safra ao mercado.
  • Infraestrutura Portuária: A defasagem logística nos portos brasileiros continua gerando custos extras com armazenagem e rolagens de cargas.
  • Cenário Internacional: As incertezas geradas pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos — cujas taxas sobre o café solúvel foram retiradas apenas em julho — impactaram o fluxo de negócios nos primeiros meses do ano.

Principais destinos e portos

Os Estados Unidos lideram o ranking de importadores de janeiro a agosto de 2026, com 3,158 milhões de sacas, mesmo registrando queda de 21,6% na comparação anual devido às barreiras tarifárias superadas recentemente. A Alemanha ocupa o segundo lugar (2,824 milhões de sacas), seguida por Itália (2,248 milhões), Bélgica (2,115 milhões) e Japão (1,305 milhão).

No escoamento da produção, o Porto de Santos manteve a liderança isolada ao responder por 70,9% dos embarques totais (17,788 milhões de sacas), seguido pelo complexo portuário do Rio de Janeiro (24,9% ou 6,252 milhões de sacas) e pelo Porto de Paranaguá (1%).

Fonte: Times Brasil

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