Estudo indica que café — mesmo descafeinado — altera a microbiota e beneficia o cérebro

Última atualização: 14/09/2026 às 11:00

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A recomendação geral de órgãos internacionais de saúde estabelece como seguro o limite de até 400 mg de cafeína diários (de 3 a 4 xícaras), respeitando a tolerância individual e o metabolismo de cada pessoa

Muito além de garantir energia e foco imediato, o consumo de café pode transformar a microbiota intestinal e impactar diretamente o cérebro, melhorando o humor, a memória e o sono. É o que revela uma pesquisa publicada na revista Nature Communications, que avaliou os efeitos das versões tradicional e descafeinada da bebida em 62 adultos saudáveis por meio do chamado “eixo intestino-cérebro”.

Segundo o estudo, a presença de compostos bioativos como polifenóis e antioxidantes faz com que o café descafeinado também promova benefícios significativos ao organismo, provando que a cafeína não é a única responsável pelos efeitos positivos do hábito.

Efeitos observados e diferenças entre versões

Após um período de abstinência de duas semanas, os participantes voltaram a consumir o produto e apresentaram melhorias distintas:

  • Café Tradicional: Atuou de forma direta na melhora da atenção e do alerta. Contudo, devido aos efeitos estimulantes da cafeína sobre a dopamina e a noradrenalina, esteve associado a maior ansiedade e reatividade emocional.
  • Café Descafeinado: Demonstrou impacto positivo no aprimoramento da memória, na diminuição do estresse, na qualidade do sono e até no desempenho durante rotinas de exercícios físicos.
  • Microbiota Intestinal: A ingestão da bebida aumentou os níveis de bactérias intestinais benéficas e alterou metabólitos que se comunicam diretamente com o sistema nervoso e imunológico.

Tipo de preparo e consumo consciente

Apesar das descobertas, os pesquisadores ressaltam que o estudo utilizou exclusivamente café instantâneo. O método de extração (como filtro de papel, prensa francesa, máquina expressa ou cápsulas) altera substancialmente a quantidade final de compostos e cafeína.

A recomendação geral de órgãos internacionais de saúde estabelece como seguro o limite de até 400 mg de cafeína diários (de 3 a 4 xícaras), respeitando a tolerância individual e o metabolismo de cada pessoa.

Fonte: Clube Notícia

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