Exportação de café do Brasil salta no início de setembro; embarque de petróleo também dispara

Última atualização: 16/09/2026 às 11:42

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Resumo
As exportações brasileiras iniciaram setembro em alta para café, petróleo e soja, impulsionadas por safras e produções recordes. Os embarques diários de café verde cresceram mais de 50%, e os de petróleo saltaram 75,6% até a segunda semana. A soja também avançou 9,2%. Em contrapartida, as vendas externas de milho caíram 16,7%, afetadas pela concorrência argentina e demanda por etanol, enquanto a carne bovina recuou 30,3% após o fim da cota com tarifa reduzida para a China.

As exportações brasileiras de ‌café verde seguiram fortes no início de setembro, após o recorde histórico para o mês de agosto registrado pelo setor, com os embarques do grão aumentando mais de 50%, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira.

O cafeicultor Lucas Venturim segura grãos de café robusta na loja de sua fazenda em São Domingos do Norte, no estado do Espírito Santo, Brasil, em 23 de setembro de 2025. REUTERS/Alexandre Meneghini
Foto: Reuters

Até ⁠a segunda semana de setembro, os embarques de café somaram ‌107,9 mil toneladas (1,8 milhão de sacas de 60 kg), com média diária de 13,49 mil toneladas, versus 8,9 ‌mil toneladas em setembro completo de ‌2025.

As exportações refletem a maior disponibilidade da grande safra ⁠brasileira, após o setor lidar com atrasos na colheita em julho. Em agosto, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) registrou recorde de embarques para o mês de mais de 4 milhões de sacas de 60 kg.

Já as ‌exportações de petróleo alcançaram 5,25 milhões de toneladas até a ‌segunda semana do mês, ⁠com média ⁠diária de 656,2 mil toneladas, salto anual de 75,6%. O desempenho acompanha ⁠a produção recorde do ‌Brasil pelo segundo mês ‌seguido em julho.

No caso da soja, as exportações continuaram elevadas, com o país exportando volumes de uma safra recorde. O Brasil embarcou 2,92 milhões de toneladas até ⁠a segunda semana de setembro, com média diária de 364,4 mil toneladas, alta de 9,2% ante setembro de 2025. 

As exportações de milho, por outro lado, seguiram abaixo dos níveis observados há um ano, ‌com o produto nacional menos competitivo do que o argentino e uma maior destinação de grãos para a produção ⁠local de etanol. Os embarques do cereal somaram 2,29 milhões de toneladas até a segunda semana de setembro, com média diária de 286,2 mil toneladas e queda de 16,7% em relação a setembro de 2025.

As exportações de carne bovina perderam força, somando 79,8 mil toneladas até a segunda semana de setembro, com média diária de 9,96 mil toneladas, queda de 30,3% no comparativo anual. O recuo, também registrado em agosto, ocorre em meio ao encerramento da cota de importação da China com tarifa mais baixa em 2026.

Fonte: Portal Terra

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