Última atualização: 16/09/2026 às 16:15
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Análises do Lacen identificaram problemas na qualidade e nas informações das embalagens do produto
Por Julia Galter | Sim Notícias

Uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) retirou aproximadamente 8,5 toneladas de café do mercado durante uma fiscalização contra possíveis fraudes na comercialização do produto no Estado. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) na Grande Vitória.
As fiscalizações aconteceram na quinta-feira (10), no sábado (12) e na terça-feira (15), em diferentes estabelecimentos comerciais da região.
O produto fiscalizado é de uma marca produzida no Estado de Goiás e comercializada no Espírito Santo. A operação teve como base análises realizadas pelo Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen/ES), que apontaram irregularidades no café.
Entre os problemas identificados está o índice de umidade acima do limite permitido. Segundo a Polícia Civil, essa condição pode aumentar o peso do produto sem representar, na mesma proporção, a quantidade efetiva de café entregue ao consumidor.
Também foram encontradas irregularidades nas informações presentes nas embalagens. De acordo com a investigação, os dados da rotulagem poderiam induzir o consumidor a erro em relação às características e à quantidade do produto comercializado.
Fabricante será alvo da investigação
Apesar da retirada dos produtos dos estabelecimentos, a Polícia Civil esclareceu que os comerciantes fiscalizados não são, neste momento, apontados como responsáveis pelas irregularidades.
Segundo o titular da Decon, delegado Eduardo Passamani, a investigação terá como foco a empresa responsável pela fabricação do café.
As investigações terão como foco a empresa responsável pela fabricação do produto, com o objetivo de apurar eventual prática de crimes contra as relações de consumo
Os responsáveis poderão responder criminalmente pelas irregularidades constatadas. Conforme o enquadramento jurídico dos fatos, os crimes relacionados às relações de consumo investigados podem resultar em penas de dois a cinco anos de prisão.
A Polícia Civil não informou o nome da marca ou a quantidade de estabelecimentos fiscalizados.