Flávia Guimarães da Silva Rosa, que retomou a cafeicultura depois que a família deixou o campo após a Geada Negra de 1975, cultiva 70 mil pés em Apucarana, exporta 70% da produção e conquistou o 1º lugar no Café Qualidade Paraná

Última atualização: 17/09/2026 às 13:13

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A trajetória de superação na cafeicultura paranaense coroa o trabalho familiar com o primeiro lugar no concurso Café Qualidade Paraná 2025.

A história da cafeicultura paranaense revela trajetórias de superação e dedicação no meio rural. Em Apucarana, o retorno ao campo permitiu transformar desafios em um negócio de sucesso voltado ao mercado internacional, valorizando a produção de café com alta qualidade e inovação constante.

Como ocorreu o retorno à cafeicultura em Pirapó?

A ligação familiar com a agricultura foi interrompida no Paraná quando episódios climáticos severos forçaram a saída do campo. Anos depois, Flávia Guimarães da Silva Rosa decidiu retomar o cultivo na região de Pirapó, renovando os laços com as tradições agrícolas de seus antecessores.

O abandono original das terras ocorreu em decorrência dos estragos provocados pela histórica Geada Negra de 1975. A recuperação dessa herança rural exigiu coragem para reconstruir a infraestrutura produtiva, estabelecendo novas metas focadas na qualidade e no desenvolvimento regional.

A produção de cafés especiais em Apucarana transforma a tradição agrícola local em um negócio de sucesso voltado ao mercado internacional.

Quais estratégias fortaleceram a produção de cafés especiais?

Trabalhando ao lado do marido Walter, a produtora reestruturou toda a gestão da propriedade agrícola em Apucarana. O casal passou a focar na seleção criteriosa de grãos e no aperfeiçoamento constante dos processos de colheita para gerar lotes diferenciados de alto valor.

A escolha de investir no mercado de cafés especiais demandou capacitação técnica e acompanhamento constante no campo. Essa mudança estratégica permitiu que o Café Rosa se destacasse no setor cafeeiro, unindo tecnologia e sustentabilidade para obter resultados expressivos.

Como o projeto alcançou reconhecimento nos concursos estaduais?

O investimento no aprimoramento dos processos produtivos trouxe visibilidade oficial para a lavoura do casal em concursos regionais. O trabalho minucioso realizado em Apucarana resultou em premiações que comprovaram o potencial das lavouras administradas com rigor técnico.

A trajetória vitoriosa nas premiações reforçou o protagonismo feminino na cafeicultura e impulsionou o crescimento dos negócios. O apoio de entidades especializadas ajudou a aperfeiçoar o manejo, consolidando a reputação dos grãos em diferentes mercados competitivos.

Veja as principais etapas da conquista da qualidade no campo:

  • Conquista do terceiro lugar na premiação estadual realizada em 2024.
  • Alcance do primeiro lugar na categoria Natural no concurso de 2025.
  • Apoio técnico de entidades como o Sistema FAEP e o IDR-Paraná.

Qual é a estrutura e as variedades cultivadas na propriedade?

A fazenda conta atualmente com o cultivo de 70 mil pés de café em plena produção no município paranaense. A escolha das variedades adequadas ao solo e ao clima local foi fundamental para garantir produtividade elevada e grãos de excelência.

O cultivo prioriza linhagens desenvolvidas para oferecer alta resistência e características sensoriais marcantes na bebida. Esse planejamento agrícola rigoroso assegura a sustentabilidade de toda a lavoura e a rentabilidade do empreendimento mantido pela família no interior.

Confira os principais fatores técnicos aplicados na propriedade:

  • Uso das variedades adaptadas IPR 106 e IPR 100 nas lavouras.
  • Manejo focado em sustentabilidade e preservação do solo.
  • Processamento cuidadoso dos grãos para garantir padrão especial.

O cultivo dedicado de setenta mil pés de café consolida a força do protagonismo feminino e da inovação no campo paranaense.

Como a produção atingiu o mercado internacional de exportação?

A busca por altos padrões permitiu que a propriedade expandisse suas fronteiras comerciais além do mercado nacional. Hoje, cerca de 70% de todo o volume produzido pela família é destinado ao mercado externo, atendendo compradores altamente exigentes em diversos países.

A transformação do negócio comprova que a união entre tradição rural e profissionalismo abre portas globais para os produtores. O exemplo de Apucarana inspira outras famílias a investirem em inovação, fortalecendo a presença do agro brasileiro no cenário internacional de forma sustentável.

Fonte: Brasil 247

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