Última atualização: 21/09/2026 às 15:34
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Por Equipe N1N

O 17º Encontro Nacional do Café, realizado no último fim de semana na Fazenda Vidigal, em Barra do Choça, reuniu produtores e empreendedores para discutir a cadeia produtiva do setor. O evento também marcou a conclusão de um ciclo de ações de Educação Empreendedora voltado para estudantes da região, promovido pelo Sebrae ao longo do ano.
Local
O estande do Sebrae no evento serviu como ponto de encontro para a comercialização e degustação de Cafés Especiais do Planalto da Conquista. Sob a orientação da barista Isabela Cardoso, os visitantes participaram de oficinas sensoriais e conheceram produtos de empreendedores locais.
Segundo Mônica Rizério, gestora do Projeto Cafés Especiais do Planalto da Conquista, o espaço registrou movimento intenso durante os três dias de programação. Além dos cafés, foram vendidos itens como geleias e licores de morango, além de produtos à base de mel e lavanda da APSTERRA, reforçando o potencial turístico e econômico do território.
Conexão entre jovens e o campo
Cerca de 300 estudantes de Barra do Choça e Vitória da Conquista, incluindo filhos de produtores rurais, participaram de atividades integradas à trilha de Educação Empreendedora. A iniciativa faz parte do Seminário Lúdico sobre o Plano de Sucessão na Agricultura Familiar, realizado entre os dias 8 e 12 de setembro em municípios como Brejões, Jaguaquara, Boa Nova, Barra do Choça e Vitória da Conquista, alcançando mais de 900 alunos.
O analista técnico do Sebrae, Bruno Cruz, explica que a estratégia utilizou o teatro para debater os desafios da sucessão rural. A peça “O Sonho de Antonho”, do artista Manoel de Matos, ilustra o dilema de três gerações familiares entre permanecer na propriedade ou buscar oportunidades urbanas.
Valorização das vocações regionais
As ações educativas incluíram visitas técnicas a fazendas, rodas de conversa e oficinas de culinária. Para Silvânia Brito Araújo, coordenadora pedagógica em Vitória da Conquista, a abordagem lúdica foi essencial para que os jovens compreendessem as possibilidades de desenvolvimento dentro da própria terra.
O coordenador técnico da Secretaria Municipal de Educação, Jorge Sousa, ressalta que o projeto fortalece o sentimento de pertencimento. Segundo ele, as atividades nas escolas de tempo integral permitem que os alunos reconheçam as condições favoráveis da região para a construção de um futuro profissional promissor sem a necessidade de migração.