Valor de produção do café em grão chega a R$ 800 milhões e assume a liderança no estado do Rio

Última atualização: 21/09/2026 às 15:32

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Teresópolis, Nova Friburgo, São José do Vale do Rio Preto se destacam no país com os valores de produção dos novos produtos inseridos na pesquisa

Foto: Reprodução

Em 2025, o valor de produção do estado do Rio de Janeiro nas culturas das lavouras permanentes e temporárias atingiu R$ 3,9 bilhões. Desse total, R$ 800 milhões vieram do café em grão, que possui o maior valor de produção entre as culturas. O acréscimo é reflexo do incremento na produção, do aumento dos preços de algumas culturas e da inclusão de novos produtos no levantamento. Em 2024, a estimativa foi de R$ 2,4 bilhões. Pesquisada pela primeira vez, a alface aparece com o quinto maior valor de produção no estado. As informações estão na pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17).

Dentre todas as culturas agrícolas do estado, o café em grão assumiu a liderança em termos de valor gerado com R$ 800 milhões, um aumento significativo já que em 2024, ele estava em segundo lugar com R$ 382 milhões. Desse total, R$ 796 milhões são do café arábica em grão e R$ 4 milhões do café canephora em grão. Uma das explicações é que o café produzido no Rio pode alcançar um preço mais alto para o produtor, devido, principalmente, à combinação de qualidade, pequena escala de produção e características da cafeicultura fluminense.

Aparecem ainda entres os quatro produtos com os maiores valores de produção o tomate (R$ 452 milhões), a cana-de-açúcar (R$ 436 milhões) e o abacaxi (R$ 341 milhões). Em 2024, eles apresentaram, respectivamente, os seguintes valores de produção: R$ 460 milhões, R$ 321 milhões e R$ 283 milhões.

Em quantidade produzida no Rio de Janeiro, as principais culturas são cana-de-açúcar, mandioca, abacaxi, alface e tomate. Já a área plantada no estado, considerando todas as culturas levantadas na PAM 2025, totalizou 130,3 mil hectares, o que representou uma ampliação de 22,8 mil hectares em relação ao ano anterior.

Novas culturas dão destaque nacional para cidades fluminenses

O valor de produção de R$ 136 milhões na alface deixou Teresópolis com o terceiro melhor resultado no Brasil para essa cultura, atrás apenas de Piedade (SP) e São Paulo (SP). No Rio de Janeiro, o item foi o quinto produto em valor de produção com R$ 279 milhões. Enquanto isso, Nova Friburgo, também na Região Serrana, tem o quarto melhor valor de produção do morango no Brasil com R$ 221 milhões.

No cultivo do chuchu, o destaque ficou com São José do Vale do Rio Preto, com um valor de produção que chegou a R$ 37 milhões, terceiro no país. Cachoeiras de Macacu ficou em segundo lugar entre todas as cidades brasileiras que produzem milho verde, com valor da produção de R$ 58 milhões.

Os novos produtos incluídos no levantamento a partir desta edição são: abóbora, pimentão, alface, milho verde, chuchu, repolho, inhame, gergelim, canola, cenoura, acerola, cupuaçu e graviola. A pimenta-do-reino já estava entre os produtos da PAM, mas o Rio de Janeiro passou a divulgar dados sobre este cultivo em 2025.

Fonte: Diário de Petrópolis

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