Última atualização: 29/09/2026 às 11:10
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No auge da produção, as terras de Francisco Schmidt somavam 14 milhões de pés de café
Por Carol Neves | Correio 24 Horas

Campus da USP de Ribeirão Preto Crédito: Divulgação
Francisco Schmidt chegou ao Brasil em 1858, aos nove anos. Fez fortuna com o café e se tornou conhecido como o “Rei do Café”. Hoje, a antiga Fazenda Monte Alegre, comprada por ele em 1890, integra o campus da USP em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
No auge da produção, na década de 1920, as terras de Schmidt somavam 14 milhões de pés de café e produziam cerca de 700 mil sacas por ano. Aproximadamente 14 mil colonos trabalhavam em suas propriedades. Schmidt morreu em 1924, antes da crise que derrubaria os preços do café.
A Fazenda Monte Alegre ganhou uma nova função em 1940, quando foi desapropriada pelo governo paulista para a instalação de uma escola prática de agricultura. Doze anos depois, a área e seus prédios passaram à USP para abrigar a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. O campus reúne hoje também cursos como farmácia e odontologia.

Francisco Schmidt, o Rei do Café por Divulgação
A antiga sede da fazenda abriga o Museu Histórico e o Museu do Café Francisco Schmidt. Entre os objetos preservados estão arados, máquinas de beneficiamento dos grãos e um carro de boi de 1867. O museu do café foi inaugurado em 1957.
A paisagem do campus também mudou ao longo das décadas. Segundo o Jornal da USP, parte da vegetação do entorno foi derrubada após a chegada da universidade, e áreas foram arrendadas para o cultivo de cana até 1986. Um projeto de recuperação iniciado nos anos 1980 deu origem à área conhecida como Floresta da USP. Entre 2000 e 2004, foram plantadas ali 90 mil mudas de 45 espécies.
Ribeirão Preto aparece na 16ª posição entre os municípios brasileiros no Índice de Progresso Social Brasil 2026. Com 70,80 pontos, a cidade ficou à frente de 26 capitais. Entre elas, apenas Curitiba obteve nota superior.