Última atualização: 30/09/2026 às 12:15
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Entre os brasileiros, segmento movimentou US$ 6,4 mi no ano passado

Xícara de café (Foto: Marcelo Camargo/ ABr)
O consumo global de café se reinventa, abrindo espaço para novas possibilidades e mercados, impulsionados por transformações no comportamento dos consumidores. Uma dessas tendências em alta é o café pronto para beber (RTD por sua sigla em inglês).
São bebidas prontas para o consumo, em latas ou garrafas, que dispensam preparo. No Brasil, esse mercado movimentou US$ 6,4 milhões no ano passado e deve chegar a 2031 com faturamento estimado de US$ 11,5 milhões, alta de 80%, segundo relatório da consultoria internacional Mordor Intelligence.
O Brasil lidera com folga o mercado mundial, é o maior produtor e o maior exportador de café. O segmento de bebidas prontas para consumo abre grande e boas perspectivas para o cafeicultor nacional.
Para este ano, a alta prevista do mercado brasileiro de café RTD é de 10%, com vendas estimadas em US$ 7,1 milhões, aponta a consultoria Mordor. Segundo o relatório, o mercado de café pronto para beber no Brasil terá uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 10,18% de 2026 a 2031.
Se no Brasil esse mercado cresce com constância, os números globais também impressionam. Segundo a Mordor, o mercado mundial de café pronto para beber foi avaliado em US$ 24,83 bilhões em 2025, deve chegar a US$ 26,2 bilhões este ano e a US$ 34,2 bilhões em 2031, aumento de 30% em 2031 em relação a 2026 e de 37,6% comparando com o ano passado. A taxa de crescimento anual composta (CAGR) será de 7,52% nesse período, conforme a consultoria.
Nessa região, a China tem um grande potencial para os exportadores brasileiros. As vendas de café brasileiro para o mercado chinês aumentaram quase quatro vezes e meia em apenas cinco anos, indica o Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em 2020, os cafeicultores brasileiros enviaram 201,6 mil sacas de 60 quilos de café para o gigante asiático e no ano passado foram 1,1 milhão de sacas, 17% a mais que em 2024, quando o volume somou 939,7 mil sacas.
De acordo com a consultoria Ken Research, o mercado de café na China, avaliado em US$ 51,9 bilhões em 2025, está crescendo a uma taxa composta anual (CAGR) de 10,6%, com previsão de atingir US$ 95 bilhões em 2031. A consultoria informa que que o consumo individual da bebida no país aumentou cerca de 70% em um intervalo de dois anos, de 17 xícaras por pessoa ao ano em 2023 para 29 xícaras por pessoa no ano passado.
A China sempre foi conhecida como berço do chá, mas o café vem conquistando o paladar de jovens porque representa um estilo de vida urbano e moderno. Os maiores consumidores de café no gigante asiático são pessoas entre 20 e 40 anos. A popularidade da bebida no mercado chinês trouxe na esteira também o interesse pela bebida pronta para consumo. Segundo a Mordor, o segmento RTD vai movimentar este ano US$ 1,5 bilhão de dólares, com previsão de chegar a US$ 1,7 bilhão até 2031, alta de 13% e com uma taxa de crescimento de 2,21% ao ano.
Embora os números pareçam mais conservadores, o gigante asiático tem grande potencial. O Leste da China (Xangai e Pequim) detém 42,70% desse mercado.
Fonte: Monitor Mercantil