Última atualização: 30/09/2026 às 12:13
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Pesquisa da Ufes realizada durante seis anos em Jaguaré avaliou 48 genótipos de café canéfora e identificou nove materiais com média de 140 sacas por hectare ao ano
Por Rosimeri Ronquetti | Conexão Safra

Produção de café canéfora será promovida e premiada em concurso realizado por BSCA e ApexBrasil (foto: divulgação BSCA).
Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em uma propriedade rural de Jaguaré, no Norte do Estado, avaliou, durante seis anos, o desempenho de 48 genótipos de café canéfora em condições de campo. Após quatro colheitas, com três repetições e sete plantas por parcela, o estudo identificou nove materiais que apresentaram média de 140 sacas por hectare ao ano.
Os genótipos selecionados foram AS6, B11, 07, VR11, B12, R22, RG2, LB80 e AS2. Os materiais são todos provenientes de Rondônia e foram avaliados em uma área conduzida com alto nível tecnológico e elevado uso de irrigação.
A lavoura foi implantada em 2021 e reúne materiais de diferentes origens. Do total avaliado, 39 são híbridos de robustas, resultado de cruzamentos entre robustas e conilon, provenientes de Rondônia. Os outros nove são genótipos de porte médio a alto, selecionados no Espírito Santo.
Para o professor da Ufes e coordenador do projeto, Fábio Luiz Partelli, os resultados ampliam os materiais disponíveis para que o cafeicultor possa escolher o que utilizar no plantio.
“A pesquisa avaliou, em condições de campo, com repetições e manejo de alto nível tecnológico, quais clones foram os melhores e mais produtivos. Confirma que alguns clones realmente são bons e traz informações de que outros, ainda pouco cultivados, também apresentam ótima qualidade produtiva. Esse resultado vem para somar, ajudar o agricultor a decidir o que cultivar e fazer as suas combinações de plantio”, destaca Partelli.
O coordenador disse ainda que, entre os materiais que apresentaram bom desempenho, estão clones já conhecidos por parte dos cafeicultores e que podem ser encontrados com viveiristas, como AS2, LB80 e R22.
O trabalho foi coordenado pela Ufes, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e do produtor rural Atayde Armani, dono da propriedade onde foram realizados os estudos.