Dia Internacional do Café: você sabe quanto de cafeína está tomando?

Última atualização: 01/10/2026 às 12:43

Loading

No Dia Internacional do Café, especialista explica por que a quantidade de cafeína varia conforme o preparo e quais sinais do organismo merecem atenção.

Por ClicRDC

Para muitos brasileiros, o dia começa com uma xícara de café. A bebida está presente em 98% dos lares do país e faz parte de diferentes momentos da rotina, do café da manhã às pausas durante o trabalho.

Em 2025, o consumo brasileiro chegou a 21,409 milhões de sacas, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Apesar da queda de 2,31% em relação ao período anterior, o volume mantém o Brasil entre os maiores consumidores de café do mundo.

No Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, a atenção também se volta à quantidade de cafeína ingerida diariamente. A substância não está presente apenas no café, mas também em chás, energéticos, refrigerantes e chocolates.

Segundo o nutrólogo Celso Cukier, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o consumo moderado pode fazer parte de uma alimentação equilibrada. O cuidado está no excesso e na sensibilidade de cada pessoa.

Por que a quantidade de cafeína varia de uma xícara para outra?

O volume de cafeína presente no café depende do tipo de grão, da torra, da concentração da bebida, do método de preparo e do tamanho da porção. Por isso, contar apenas quantas xícaras são consumidas ao longo do dia pode não representar o total ingerido.

De acordo com a Embrapa, uma xícara média de café coado, com aproximadamente 150 ml, pode conter entre 80 mg e 150 mg de cafeína.

A diferença é significativa para quem tem o hábito de tomar café várias vezes ao dia. Além disso, outras bebidas e alimentos também contribuem para o consumo total da substância.

O nutrólogo destaca que fatores como peso, idade, sensibilidade individual, qualidade do sono e determinadas condições de saúde influenciam a tolerância à cafeína.

Quais são os sinais de que o consumo de café está excessivo?

O excesso de cafeína pode provocar insônia, agitação, ansiedade, tremores, palpitações e desconforto gastrointestinal. Os efeitos, porém, não são iguais para todas as pessoas.

Segundo Celso Cukier, dificuldade para dormir, sensação de aceleração, tremores e palpitações são sinais que merecem atenção.

Quando esses sintomas aparecem, a recomendação é rever a quantidade consumida. Caso persistam, é importante buscar avaliação médica.

Tomar café à noite pode prejudicar o sono?

Sim. Para pessoas mais sensíveis à cafeína, consumir café próximo ao horário de dormir pode comprometer a qualidade do descanso.

O efeito nem sempre é percebido imediatamente. Mesmo sem provocar uma sensação evidente de agitação, a substância pode interferir no sono.

Por isso, quem enfrenta dificuldades para dormir pode observar se existe relação entre o horário da última xícara e a qualidade do descanso.

Quantas xícaras de café podem ser consumidas por dia?

Não existe uma quantidade única que seja adequada para todas as pessoas. A resposta depende da concentração de cafeína, do tamanho das porções e das características individuais.

O nutrólogo orienta que o consumidor considere todas as fontes de cafeína presentes na rotina, e não apenas o café. Pessoas com maior sensibilidade à substância ou determinadas condições de saúde podem precisar de orientação individualizada.

Para Celso Cukier, o café não precisa ser tratado como um vilão. A atenção deve estar na quantidade, no horário e na maneira como a bebida se encaixa na alimentação e no estilo de vida.

Como consumir café com mais atenção no dia a dia?

Alguns cuidados ajudam a observar os efeitos da bebida no organismo:

  • Considere o tamanho da xícara e a concentração do café.
  • Observe outras fontes de cafeína, como chás, energéticos, refrigerantes e chocolates.
  • Evite consumir café próximo ao horário de dormir se perceber alterações no sono.
  • Fique atento a sintomas como tremores, ansiedade e palpitações.
  • Procure orientação profissional se os sintomas persistirem ou houver dúvidas sobre a quantidade adequada.

O objetivo não é necessariamente abandonar o café, mas entender como o organismo reage ao consumo e ajustar o hábito quando necessário.

Sobre a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

Presente no Brasil desde 1922, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo integra a Ordem dos Ministros dos Enfermos, fundada por São Camilo de Lellis.

As unidades Pompeia, Santana e Ipiranga oferecem atendimento em mais de 60 especialidades, incluindo procedimentos de alta complexidade em áreas como neurologia, cardiologia, transplantes, cirurgia robótica e bariátrica.

A instituição também mantém centros de oncologia e hematologia, com atendimento em transplante de medula óssea e tratamento com células CAR-T. A rede possui certificação Qmentum Internacional em nível Diamante, além de outras certificações na área da saúde.

Coordenação

Origens

Mais acessadas nos últimos 30 dias

Mais recentes

Mais recentes

logopeabirus

REDE SOCIAL DO CAFÉ
Infraestrutura ativa de informação, comunicação e conexão do sistema agroindustrial dos Cafés do Brasil

Voltar ao topo