Última atualização: 04/10/2026 às 13:59
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Um breve olhar sobre o uso de protetores solares em plantas
Prof. Paulo Mazzafera
Os chamados protetores solares agrícolas, como o caulim, o carbonato de cálcio e as ceras, ganham espaço nas lavouras brasileiras como resposta ao calor e à radiação excessiva. Mas o que de fato fazem na folha?
Este texto revisa a origem da tecnologia, os principais materiais disponíveis e o princípio físico que explica sua eficácia e seus limites. Mostramos que o resultado depende menos do produto escolhido e mais da quantidade que efetivamente fica sobre a folha, como também que o benefício é maior justamente quando a planta já sofre com a falta de água.
O texto enfrenta ainda uma dúvida comum no campo: esses produtos entopem os estômatos e reduzem a fotossíntese? Os dados indicam que a obstrução é improvável. O risco real está no excesso de produto, que sombreia a folha sem aumentar a proteção.
O cafeeiro recebe atenção especial. São discutidos em detalhe os três estudos disponíveis com a cultura, suas doses, resultados e limitações. Discute-se também porque o café, que satura com pouca luz, tende a pagar um custo fotossintético menor que o das frutíferas.
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